Por conta dos problemas respiratórios nas crianças, Romero Albuquerque quer proibição da queima de fogueiras e fogos no São João 

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Faltando menos de um mês para o período das festas juninas, a proibição da queima de fogueiras deve ser debatida novamente pelos deputados estaduais de Pernambuco. Dessa vez, é Romero Albuquerque quem assina o pedido encaminhado ao Governo do Estado. Ele justifica que, mediante o aumento de casos de doenças respiratórias, principalmente, em crianças e bebês, o mais prudente é não permitir que fogueiras sejam acesas. Além da indicação, o parlamentar também protocolou um projeto de Lei tratando da proibição.

Se aprovado, será o terceiro ano sem fogueiras durante o São João. Em 2020, primeiro ano da pandemia, a restrição foi muito tímida. Já em 2021, além da cidade do Recife, Jaboatão, Olinda, Ipojuca e outros municípios desautorizaram o acendimento das fogueiras. Com os números da pandemia em queda, a preocupação agora é com a recente falta de leitos de UTI no SUS. Atualmente, 88 crianças aguardam uma vaga, e dois bebês, um com apenas um mês de vida e outro de quase 1 ano, morreram.

“Todas as providências necessárias precisam ser tomadas. As fogueiras produzem fumaça e, mesmo em tempos normais, pessoas com doenças respiratórias e crianças são muito prejudicadas nesse período. A situação já é alarmante, afinal a fila por um leito de UTI tem crescido e crianças têm morrido. O Governo precisa garantir a devida assistência à população, e atuar de forma preventiva para que o quadro não se agrave ainda mais”, diz Albuquerque. A proposta também prevê restrição aos fogos de artifício.

Por conta dos problemas respiratórios, Romero Albuquerque quer proibição da queima de fogueiras e fogos no São João

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