Aumento de casos de câncer colorretal entre pessoas jovens chama atenção

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O câncer colorretal é um tipo de tumor maligno que acomete o intestino grosso e o reto. A doença passou a ser motivo de preocupação devido aos recentes casos entre famosos como Preta Gil, Simony, Pelé e Roberto Dinamite. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) dão conta que esse é o segundo tipo de câncer mais recorrente no Brasil, entre homens e mulheres, sobretudo com mais idade. Porém, o número de casos entre pacientes mais jovens tem crescido, como explica o cirurgião oncológico Augusto Maia, com atendimento no NOA (Núcleo de Oncologia do Agreste), em Caruaru, Pernambuco.

O médico diz que o aumento de casos entre pessoas mais jovens decorre de hábitos de vida como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo e questões alimentares, como a baixa ingestão de alimentos ricos em fibras e a alta ingestão de alimentos ultraprocessados. “Pessoas com mais idade têm no fator idade a própria causa, como foi o caso de Pelé, um paciente que já tinha mais de 80 anos. Há também os casos de pacientes que têm histórico familiar. É por isso que as pessoas que têm parentes de primeiro grau com diagnóstico precisam ficar alertas e fazer uma investigação mais específica, por meio da colonoscopia”.

De acordo com o Inca, o Brasil deve registrar 44 mil novos casos da doença por ano, no próximo triênio (entre 2023 e 2025), sendo 23.660 entre mulheres e 21.970 entre homens. Em 2020, foram registradas 20.245 mortes por câncer no intestino, no Brasil, sendo 9.889 homens e 10.356 mulheres, como atestam dados do Atlas da Mortalidade por Câncer, do Inca. O cirurgião oncológico alerta que toda população a partir dos 45 anos deve fazer a colonoscopia, exame de rastreio que permite o diagnóstico do câncer colorretal.

Sintomas- O médico alerta que entre os principais sinais de alerta estão: dor abdominal, perda de peso sem explicação, alteração no hábito intestinal (fezes em fita, diarréia repentina, sangue nas fezes…) e fadiga. O diagnóstico precoce é importantíssimo para a definição da cura da doença, conforme explica o médico Augusto Maia. “O câncer colorretal é altamente curável. Se diagnosticado nas primeiras fases (iniciais), as chances de cura chegam a 90%, às vezes mais do que isso. Por isso existem as campanhas de rastreio, indicando a colonoscopia em pacientes cada vez mais jovens. Se o paciente é diagnosticado na fase mais tardia, as chances de cura diminuem um pouco, mas, ainda assim, há grande chance”.

Tratamento – Mesmo em casos avançados, o tratamento, de forma geral, é cirúrgico, segundo o médico. Associado a isso, se pode avaliar a necessidade de quimioterapia ou radioterapia (esta última para casos de câncer de reto). Pessoas que sofrem com prisão de ventre e constipação, por exemplo, não necessariamente são suscetíveis ao desenvolvimento da doença. “O que vai chamar atenção do médico é a mudança abrupta, como, por exemplo: pacientes que sempre tiveram um bom funcionamento intestinal e passam a ter dificuldade para evacuar, distensão ou dor abdominal, sangramento nas fezes e outras mudanças de padrão”.

Prevenção – Para ajudar na prevenção da doença, o Inca indica a ingestão diária de 25g a 30g de fibras, o que representa uma média de cinco porções de frutas e vegetais sem amido. Uma porção equivale a uma quantidade inteira ou picada, que caiba na palma da mão. Também é indicado o consumo de no mínimo três porções de cereais integrais por dia. Cada porção equivale a 1/2 xícara de farinha de aveia ou 1/2 xícara de arroz integral.

Foto: Freepik

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