Os cuidados com a saúde mental devem ser iniciados ainda na infância

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Janeiro Branco é o mês do movimento social dedicado à construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade. Durante esses dias a conscientização e alerta com a saúde da mente é ainda maior. Mas, esses cuidados devem ser iniciados ainda na infância, os pais ou responsáveis devem estar atentos ao comportamento das crianças.

Para um bom desenvolvimento é preciso garantir a qualidade de vida no âmbito biopsicossocial, uma abordagem multidisciplinar que compreende as dimensões biológica, psicológica e social. A figura materna geralmente é a primeira referência para a criança, sendo através do olhar, do toque, do colo, do afago, do tom de voz, e até mesmo a falta destes, que a estrutura emocional da criança vai ser desenvolvida.

O ambiente familiar é um importante fator para a formação dessa estrutura emocional, podendo contribuir de forma positiva ou negativa. Dessa forma, famílias emocionalmente instáveis, tendem a comprometer o desenvolvimento mental dos pequenos, visto que o comportamento é aprendido por meio dos neurônios espelhos, sendo estes os responsáveis pela imitação dos hábitos.

Há famílias que passam por inúmeros problemas na esfera biopsicossocial, e alguns não sabendo como lhe dar acabam descarregando nas crianças as suas frustrações, angústias, impaciências, dores, emoções negativas, falta de controle, agindo de forma impulsiva e impensada, afetando dessa forma a saúde mental dos seus filhos.

“É preciso ter uma boa dose de atenção, paciência, amor e carinho, para que possamos favorecer na construção de uma boa saúde mental das crianças, para que lá na frente tenhamos adultos saudáveis psicologicamente”, explicou a Psicóloga, Psicopedagoga e Analista do Comportamento, Karla Carolina.

Algumas atitudes podem ajudar na saúde mental das crianças como, estabelecer regras e limites importantes para o desenvolvimento biopsicossocial da criança; buscar o equilíbrio entre ser firme na aplicação das regras e manter-se afetivo; ser consistente e coerente na aplicação das consequências pré-estabelecidas; elogiar e valorizar todo o comportamento adequado; elogiar publicamente; mostrar confiança e emitir palavras de incentivo; acolher o sentimento da criança quando esta estiver frustrada ou irritada e oferecer alternativas para solucionar o problema; ensinar estratégias para solucionar problemas; passar instruções em frases afirmativas; promover a reflexão e a autocrítica para a aprendizagem de comportamentos adequados e ensinar e estimular o processo de empatia com o outro.

Karla Carolina – Psicóloga, Psicopedagoga e Analista do Comportamento (81) 9.98454-7195

Foto: freepik

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