O que seria de Bolsonaro sem o PT? – Por Álefe Rodrigues

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Nesses 3 anos de mandato, Bolsonaro e seus filhos, vem construindo uma narrativa política muito forte. Entretanto, não propriamente em cima de ideias, propostas e valores; mas sim, baseando-se em que tudo que fazem ou deixam de fazer é muito melhor do que o PT. O medo de uma ameaça do totalitarismo comunista ou de uma política econômica socialista, faz com que a família Bolsonaro construa seus discursos sempre trazendo à memória o insucesso dos 13 anos de governo petista, ou pior, associando qualquer um que se oponha a eles, ou venha tecer críticas, de ser alguém que vai desgastar o presidente, e beneficiar Lula de forma conscientemente.

Qualquer um, quem quer que seja, que não beije a mão do poderoso presidente, já é comunista e está a serviço do PT. Essa polarização, que é feita de forma inteligente e eficaz só tem a acrescentar em sua escalada eleitoral-política, pois os Bolsonaros criam sua narrativa em cima desses paradigmas. Deus, Pátria e Família são quase não notados nos discursos e narrativas, apenas quando é para pôr em contraposição ao PT, PSOL e PC do B. O antipetismo, é mais do que necessário em seu jogo político.

No fim das contas quem mais ganhou com a soltura do Lula, não foi a esquerda, mas o próprio Bolsonaro. E pode-se afirmar que desde o seu primeiro ano no poder Bolsonaro, começou sua campanha de reeleição.

Lula é necessário para Bolsonaro. E mesmo sem saber o ex-presidente petista é mais do que necessário para o jogo da reeleição do atual mandatário do país para 2022.

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