Teto de benefícios do INSS sobe para R$ 7.087

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 27,5% e melhores condições de trabalho (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O governo federal reajustou em 10,16% os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O piso dos benefícios passa a ser de R$ 1.212 e o teto, de R$ 7.087,22.

A portaria que determina o aumento foi publicada nesta quinta-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU).

O valor de 10,16% corresponde ao aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação entre as famílias com menor rendimento, em 2021.

Já o piso de R$ 1.212 equivale ao salário-mínimo. Esse é o valor mínimo que deve ser pago em benefícios como aposentadorias, auxílio por incapacidade temporária e pensão por morte.

O reajuste de 10,16% vale apenas para quem já recebia o benefício em janeiro em 2021.

O índice de aumento vai diminuindo progressivamente para quem começou a receber depois, indo de 9,86% para quem passou a ganhar fevereiro até 0,73 % para quem recebeu a partir de dezembro de 2021. Assim, o percentual de reajuste fica menor quanto mais tarde for a data de início do benefício.

Até janeiro de 2021: 10,16%

Em fevereiro de 2021: 9,86%

Em março de 2021: 8,97%

Em abril de 2021: 8,04%

Em maio de 2021: 7,63%

Em junho de 2021: 6,61%

Em julho de 2021: 5,97%

Em agosto de 2021: 4,90%

Em setembro de 2021: 3,99%

Em outubro de 2021: 2,75%

Em novembro de 2021: 1,58%

Em dezembro de 2021: 0,73%

Para os segurados que recebem o benefício no valor do salário mínimo, o piso nacional passou para R$ 1.212 desde 1º de janeiro. Por lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a um salário mínimo.

Em 2021, o reajuste foi de 5,45% para beneficiários que recebem acima de um salário mínimo. Já para quem ganhava um salário mínimo, o percentual foi de 5,26%.

Foto: Marcelo Camargo

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